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Como escolher Uma Prancha de Surf

Informações úteis para a escolha de uma prancha de surf:

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O Shape ou forma da prancha define o aspecto que a prancha apresenta, independentemente das suas medidas.

Diferentes shapes são utilizados em função do tipo de surf, do tipo de onda e não menos importante do surfista. Podemos dividir, muito sucintamente, os shapes em Shortboads, Mini-Malibus, Longboards, Evolutions, Guns e Retros. Shortboads são pranchas pequenas vocacionadas para surfistas experientes que procuram um surf apoiado em manobras mais radicais. Mini-Malibus são pranchas de dimensão média vocacionadas para todo o tipo de surfistas que procuram um surf mais linear, ou estão numa fase de aprendizagem. Longboards são pranchas de grande dimensão para surfistas que procuram um surf muito específico com técnicas próprias. Evolutions são pranchas que misturam as características dos Malibus e dos Shortboards. São indicadas para surfistas que pretendem evoluir para um surf com mais manobras e mais vertical. Guns são pranchas muito específicas para surfistas de ondas grandes. Retros são todas as pranchas cujo shape procura reproduzir shapes antigos que com o passar dos anos foram ultrapassados e caíram em desuso.

A prancha de surf:

A – É responsável pela direcção, e de maior influência durante as manobras. É o ponto de maior contacto com a água.

B – É a conexão de todos os detalhes que se transformam de A até C. Esse ponto define o wide point (ponto de largura máxima), a espessura, o balanço e o fluxo de água, além de direccionar os movimentos de pé dianteiro.

C – É a parte de menor influência, por ter menos contacto com água. Mais utilizado na hora de entrar nas ondas e no nose riding com longboards. A função é ser a entrada do fluxo de água.

O tamanho da prancha em função do tamanho das ondas (1 pé equivale a 30cm aprox.)


O tamanho da prancha em função do tamanho do surfista:


O Tail :

Squash: é o Tail mais usado por ser o mais compatível com o surf actual. Além disso, com ligeiras modificações, pode ser aplicado a qualquer tipo de prancha, unindo, assim, as características de todos os outros Tails.

Round Squash: igual ao anterior mas mais arredondado, é ideal para manobras em curvas suaves, como cutbacks e rasgadas ao longo da onda. Ideal para ondas cheias e com força.

Pin Tail: Por direccionar toda a manobra a partir de um só ponto, obriga a manobras largas e abertas e necessita de muito volume de água para realizar as trocas de Rail, Este Tail é usado em pranchas acima de 7′ para ondas grandes, ocas e rápidas.

Round pin: Normalmente usado em pranchas médias ou grandes. Consegue dar uma boa estabilidade, permitindo que o surfista faça as trocas de Rail com mais facilidade, mesmo com uma prancha maior. Este Tail permite fazer linhas mais redondas sem perder segurança. Não é muito indicado para ondas cheias por ter pouca sustentação.

Round: é bastante usada em pranchas grandes, médias e pequenas. Com excelente projecção e estabilidade, depende muito das condições do mar e do surfista para a sua utilização.

Swallow: é o Tail que permite maior quebra de linha. Funciona como se a prancha tivesse um duplo pintail e por isso a direcciona de cada uma das pontas, deixando a prancha bem solta. É ideal para ondas gordas e cheias, e ondas com secções “moles” permitindo maior sustentação e agilidade. Quando é exercida pressão sobre este Tail, a saída de água é forte possibilitando assim curvas de arcos menores. Usada tanto em ondas grandes como pequenas, é o Tail ideal para quem quer resposta rápida nas manobras.

Wings: São utilizados para ajustar o outline do meio com o Tail em pranchas pequenas e largas. Ajudam a reduzir a área do Tail, permitindo a troca de Rail em espaços reduzidos. Geralmente são usados com Tails Swallow.

O Nose (Bico):

Nas pranchas convencionais, o bico não tem diferenças significativas, nem muita utilidade por ser a parte com menor contacto com a água. Porém, o mesmo não é verdade para o longboard. A forma do bico pode fazer com que a prancha ganhe em área. Um bico com maior área agrega sustentação, facilita a entrada nas ondas, produz maior estabilidade, mas prejudica a  manobrabilidade. Uma prancha com área menor no bico ganha sensibilidade, mas perde sustentação

O Bottom (fundo):

V-Bottom – Facilita a trocas de Rail, deixando a prancha mais solta. Normalmente usado entre as quilhas, sobretudo em pranchas com bastante volume, como nos Longboards.

Single Concave – Aumenta a pressão e a velocidade do fluxo de água, canalizando-o para trás. Deixa a prancha mais dura, precisando de mais curva para não perder manobrabilidade. Usado em pranchas finas.

Double Concave – Fundo muito difundido no mundo inteiro. É feito um de cada lado da longarina (por isso o nome double (dois) concaves) terminando próximo a quilha traseira. Canaliza a água através desses concaves do meio para o Tail facilitando muito o direccionamento e saída da água, deixando a prancha totalmente colada ao pé e permitindo fazer manobras bem radicais. Fundo indicado para surfistas mais experientes e ondas mais lisas não tão encrespadas. Um óptimo fundo!!!

Flat – Significa (recto ou plano). É um fundo básico que é utilizado na prancha toda até as quilhas, mais muito funcional para pranchas até 6’6″ , no qual consegue-se um equilíbrio bem grande entre velocidade e projecção porque permite maior contacto do fundo com a água , sendo indicado para ondas de até 5 pés (equivalente a 1,5 metros). Fundo muito bom em qualquer tipo de onda seja ela mais lisa ou mexida. Muito usado no nose.

Canaletas (Channels): Canaliza o fluxo de água dirigindo-o em linha recta, aumentando a velocidade e a projeção, deixando a prancha mais dura. Este fundo é usado para dar velocidade à prancha. Tem um ponto negativo: instabilidade em ondas mexidas.

Os Rails:

Hard – Agrega projecção, velocidade, direcção e aceleração, deixando a prancha mais dura. Recomendado somente no Tail, para não perder mobilidade. Usado em qualquer tipo de onda. É a parte responsável pela quantidade de água projectada pela prancha durante as manobras.

Soft – Agrega mobilidade e facilita as trocas de Rail. Quando usado no Tail, tira projecção e velocidade, por isso deve ser usado do nose até o wide point e, progressivamente transformar-se em Hard no Tail.

Os Fins (Quilhas):

Single Fin

É a configuração original. Adequado para ondas grandes e com força, onde permite estabilidade e controlo. Devido à falta de manobrabilidade, obriga a fazer curvas largas e mudanças de direcção suaves. Muito usado em longboards.

Twin Fin

A escolha ideal para ondas pequenas. Torna a prancha rápida e bastante manobrável. Em ondas grandes torna-se díficil controlar a prancha com esta configuração das quilhas. Muito usado nas Fish.

Thruster / Tri-Fin

A configuração mais usada actualmente. Agrega o melhor dos sistemas single e twin fin. Este sistema permite estabilidade e controlo, mas simultaneamente uma grande manobrabilidade, em todos os tipos de ondas. Adequado a qualquer tipo de prancha.

Quads

Com quatro quilhas na água permite surfar ondas grandes e com força. Como as quilhas estão junto ao Rail a prancha torna-se rápida mas extremamente reactiva. É um sistema muito interessante.

Keel

Igual ao Twin Fin, embora as quilhas sejam mais baixas e colocadas juntos aos Rails (mais afastadas). Configuração usada em nas pranchas Retro.

2+1
Configuração do Single Fin complementada com dois pequenos estabilizadores laterais. Melhora a manobrabilidade da prancha. Muito usada em longboards.

Twin with trailer:
Basicamente é uma Twin com um Trailer (pequena quilha central), que melhora a estabilidade.

Uma resposta para “Como escolher Uma Prancha de Surf”

  1. Alberto sobre 2012/02/13 @ 3:39 am

    mto bom.
    tenho 59 anos to tentando surfar. gostei mas cai mto. nasci em santos..sempre na praia mas nao tive a oportunidade de aprender na epoca…
    tenho 1,78m , 80 kg..
    parabens!

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